terça-feira, 2 de abril de 2013

ONU premia software brasileiro que traduz mundo digital para surdos



Hugo, o avatar do aplicativo, traduz texto, áudio e imagens para a linguagem de sinaisHugo, o avatar do aplicativo, traduz texto, áudio e imagens para a linguagem de sinais
Programa Mãos que Falam, idealizado por três alagoanos, traduz sons, textos e até fotos para a Linguagem Brasileira de Sinais. Público alvo são pessoas com deficiência auditiva que não entendem bem português ou são analfabetos.
São comuns os aplicativos na internet que fazem tradução entre diferentes idiomas. A novidade é uma ferramenta digital que transforma textos, imagens e arquivos de áudio em uma língua especial: sinais para surdos. O programa foi desenvolvido por três alagoanos e acaba de receber um importante prêmio internacional. O Mãos que Falam venceu o World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), uma competição bienal promovida pelas Nações Unidas e parceiros. Representantes de 100 países participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias. Hugo, o avatar do aplicativo que usa as mãos para conversar com os usuários, levou para casa o prêmio da categoria Inclusão.
personagem funciona como interface para traduzir conteúdos digitais naLinguagem Brasileira de Sinais (Libras). “Esta é a primeira língua que os surdos aprendem, só depois vem o português”, explica o Diretor Executivo do projeto, Ronaldo Tenório, um dos três idealizadores do Mãos que Falam.
Segundo ele, ainda existe um percentual elevado de surdos que não entende bemportuguês e que, por diferentes motivos, abandonou a escola sem uma alfabetização completa. O programa pretende facilitar a compreensão.
O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O caminho inverso – a possibilidade de responder em libras que seriam convertidas em texto – faz parte dos planos para uma segunda etapa do projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam as traduções.
Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o conteúdo, que é traduzido em gestos. Tenório diz que a mesma ferramenta poderia ajudar na leitura de placas de informação.
“Queremos fazer com que o surdo entenda conteúdos e tenha acesso ao conhecimento”, afirma.
Acesso gratuito
Além disso, Tenório trabalha ao lado de Carlos Wanderlan, Tadeu Luz – idealizadores do programa – e uma equipe de mais 20 pessoas para deixar tudo pronto para o lançamento oficial dos aplicativos para celular. A previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano. Por hora, a empresa comercializa licenças da versão web do programa, que pode ser instalada em qualquer site para torná-lo acessível a quem depende dos sinais.
Tenório explica que essas licenças são comercializadas, mas o usuário final não paga pelo serviço. “Entendemos que o surdo não precisa pagar para ter acesso a informação, e os aplicativos para celulares também serão gratuitos”, antecipa. A premiação internacional – que se seguiu a outras conquistas locais – alavancou a empresa, e hoje o que era apenas uma ideia se transformou na fonte de renda dos jovens empreendedores.
destaque internacional deve render também novas parcerias. Por hora, Hugo não entende outras línguas, mas pode aprendê-las no futuro. A sutileza no conjunto de gestos usados em cada país dificulta o trabalho, mas a empresa conta com consultores especiais: cinco surdos participam da equipe de desenvolvimento, e associações de deficientes auditivos de todo o país contribuem nos ajustes do personagem. Existem diferenças nos sinais de uma região para outra, e a equipe de desenvolvedores quer deixar o programa capaz de funcionar bem em todo o país. “Podemos dizer que até mesmo na Libras existe um sotaque”.

Fonte: DW
Compartilhado por: Rafael Mota

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Professora cega de MS aprovada em concurso assume vaga após 3 anos



Mesmo aprovada, professora foi considerada inapta para assumir cargo.
Ela foi empossada esta semana e deve começar a dar aulas em dez dias.

Do G1 MS, com informações da TV Morena



A professora e deficiente visual Telma Nantes Matos conquistou o direito de assumir o cargo de professora em uma escola municipal de Campo Grande, depois de ser aprovada para a vaga em concurso público há 3 anos, como mostrou o Bom Dia MS desta terça-feira (30). Apesar de ter sido aprovada, ela não podia assumir o cargo por ser considerada inapta para o serviço. A prefeitura municipal de Campo Grande informou que não vai comentar a decisão judicial.

Depois de Telma acionar a Justiça contra a decisão da prefeitura, ela foi empossada esta semana e deve assumir o cargo em 10 dias, quando começará a dar aulas para crianças de 4 a 6 anos da rede municipal de ensino.

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Saiba mais:

“Para mim é uma conquista e um respeito ao meu direito. Tenho certeza que há muitas pessoas Brasil afora que desenvolvem suas ações pedagógicas dentro das escolas, dentro da educação infantil, e não foram indeferidas como eu fui”, disse Telma, que é diretora-presidente do Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac). Ela acredita que houve preconceito porque, inicialmente, foi impedida de exercer um direito por ser portadora de deficiência.

O caso da professora é uma esperança para outros deficientes físicos que enfrentam a mesma dificuldade e pode servir de jurisprudência no julgamento de outros casos semelhantes. Para a presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Kelly Cristiny Garcia, a conquista de Telma pode ajudar outros portadores de deficiência física a ingressarem no serviço público.

“Significa o fortalecimento de uma luta muito antiga, uma vez que a legislação já está posta há mais de vinte anos, no sentido de inserir a pessoa com deficiência no mercado de trabalho”, ressaltou Kelly.

Fonte:G1Compartilhado por: Rafael Mota

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Instituto japonês cria cadeira de rodas capaz de passar obstáculos



Máquina é capaz de, por exemplo, subir alguns degraus. Equipa de desenvolvimento está a preparar um novo e melhorado protótipo. Testes com pessoas com dificuldades motoras vão começar em breve.Uma equipa do Instituto Tecnológico de Chiba, no Japão, acaba de apresentar aquele que é o primeiro protótipo de um cadeira de rodas, que se pode vir a tornar revolucionária para quem tem deficiência motora.

Para já sem qualquer nome, esta cadeira tem quatro rodas motrizes, e um conjunto de eixos que permite que a mesma faça movimentos idênticos às pernas de um humano. Quanto ao utilizador, apenas terá de controlar tudo a partir de um comando bastante fácil de manusear.

No exemplo já disponibilizado pelos investigadores japoneses, pode ver-se a cadeira de rodas a passar obstáculos como degraus.

Segundo a equipa de desenvolvimento, o acento do utilizador move-se em dois eixos para assegurar toda a sua segurança, ou seja, à medida que a cadeira vai ultrapassando o obstáculo, a pessoa mantém-se sentada na mesma posição. Esta invenção é ainda capaz de fornecer dados importantes ao utilizador, como a distância de onde se encontra até determinada zona que queira passar.

Para já, não passa de um protótipo mas os investigadores japoneses esperam que no futuro o aparelho possa ser comercializado no mercado da saúde. Entretanto, está já em desenvolvimento uma evolução da cadeira, mais melhorada e ainda mais segura.

Brevemente, os responsáveis do Instituto Tecnológico de Chiba vão iniciar os testes com pessoas afetadas por deficiências motoras.