quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cadeirante revoltada com o péssimo atendimento à pessoas com deficiência em aeroportos



Lucilia Maria Moreira Machado, jornalista que faz parte da equipe Sensibiliza UFF, do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAIS) da Universidade Federal Fluminense, enviou este texto colocando as dificuldades enfrentadas num vôo pela companhia aérea GOL. A viagem foi no dia 15 de julho, vôo de número 1575, de Belo Horizonte partindo do Aeroporto de Confins às 14h25min para o Aeroporto Santos Dumont com chegada prevista para 15h24min.
A passagem foi comprada na véspera, dia 14/07, com o destaque de "prioridade", o que na linguagem das companhias aéreas significa uma pessoa com deficiência, idosa ou criança, cujo assento tem que ser na primeira fileira, pois como no meu caso, a cadeira não passa no corredor da aeronave. Cheguei em confins às 13h15, o aeroporto estava um caos, com filas imensas, passageiros exaltados e funcionários atônitos.
Consegui chegar ao balcão da gol às 13:30 e ser atendida às 13:45. O atendente não sabia da "prioridade", me mandou seguir sozinha, sem nenhum funcionário da empresa para o embarque no segundo andar.  Eu e minha acompanhante nos "enfiamos" no meio da multidão, em busca do elevador.  Depois de nova maratona, cheguei ao embarque e ainda tive que ouvir a célebre frase "embarcando uma cadeira de rodas", como se eu não tivesse um nome próprio. Fui levada "tubo abaixo" até a entrada da aeronave.  Não tinha lugar reservado, e uma passageira idosa e uma criança tiveram que trocar de poltrona, para que eu e minha acompanhante sentássemos na primeira fileira.
Continuando a novela, quando aterrissamos na cidade maravilhosa, após esperar serenamente todos os passageiros desembarcarem, fui surpreendida com a notícia de que eu teria que descer da aeronave pela escada, "sentadinha na minha cadeira, amedrontada", no "muque" dos funcionários da gol.
E apesar do meu protesto. Ainda tive que ouvir a simpática comissária da gol, perguntar se eu  não confiava neles. Eu disse, lógico que não!!!  Desci indignada.  A minha acompanhante aproveitou e tirou uma foto. Um funcionário da gol me disse baixinho "o Herbert Vianna sempre reclama" ...e eu tb vou colocar a boca no trombone toda vez que me sentir lesada!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Companhia aérea Lan Chile obriga cego a colocar focinheira em seu cão-guia


Carta escrita pelo consultor de empresas Sérgio Faria, cego e usuário de cão-guia.
Como alguns sabem, estou em Lima, Peru, a trabalho. Resolvi escrever esse e-mail durante meu vôo para contar a experiência que tive ao embarcar. Quando fui embarcar, a companhia aérea Lan disse que o meu cão-guia era obrigado a usar focinheira. Protestei e mostrei a lei 11126 e o decreto 5094, onde diz expressamente que é vedada a exigência de focinheiras e que isso vale para transportes de qualquer modalidade, nacional ou internacional, para embarques no Brasil.
A Lan simplesmente disse que é uma empresa de outra nacionalidade, portanto, tem seus próprios procedimentos e não é obrigada a respeitar a lei brasileira.
Aqui eu quero abrir um parênteses para dizer que nunca vi isso. Nunca ouvi dizer que os procedimentos de uma companhia se sobrepunham à legislação de um país. Até onde minha ignorância jurídica me permite ir, seja pessoa física ou jurídica, sempre tem que cumprir as leis do país em que está morando, trabalhando, passeando, ou operando.
Continuando, fui até o posto da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), reportei o caso e a funcionária disse que nossa lei sobre cães-guia era falha, pois não dizia nada sobre a obrigatoriedade de focinheiras, ou não. Disse para que eu me dirigisse ao Juizado Especial. Pergunta-se para que serve a Anac, se nem as leis que lhes dizem respeito eles não conhecem.
Fui ao Juizado Especial no próprio aeroporto. O oficial chamou um representante da empresa aérea Lan para uma audiência de conciliação. A empresa aérea respondeu que não iria mandar nenhum representante. Em resumo, desculpem a expressão chula, mas a Lan quis dizer: “estou cagando 3 montes para vocês brasileiros e para suas leis”.
Bem, é claro que eu abri imediatamente uma ação contra a Lan. Mas, a história não acabou aí, fui à Polícia Federal, mostrei a lei e pedi que o policial me acompanhasse ao check in da Lan e fizesse cumprir a lei. Ele disse que não podia deixar o posto dele e que não havia outra pessoa para me acompanhar. Outra vez eu gostaria de perguntar: Para que serve a Polícia Federal se não faz com que as leis federais sejam cumpridas?
Bem, voltei ao check in da Lan, a empresa reforçou que eu estava no meu direito, respaldado pela lei, mas que ela tinha seus procedimentos e iria segui-los independente da lei brasileira. Em suma, a Lan, a Anac, a Polícia Federal e a corte brasileira através do Juizado Informal, disseram: “Você tem seus direitos? Azar o seu.” Eu tive que arrumar uma pessoa para me levar uma focinheira no aeroporto para poder embarcar.
Isso me lembra um pequeno trecho de uma música de Tom Zé, onde ele diz: “Nesse Brasil Corrupção, pontapé Bundão. Puto saco de dinheiro, de Belém ao Rio de Janeiro”. Peço aos debatentes, ilustres causídicos, ou conhecedores das leis, que façam a gentileza de me corrigir se eu estiver errado no que disse.


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Romário visita Fortaleza e fala sobre juventude e acessibilidade na Copa de 2014

O ex-jogador de futebol e deputado federal, Romário, esteve em reunião com o governador do Estado do Ceará, Cid Gomes, no Palácio da Abolição. Em conversa, Romário disponibilizou sua imagem para o Governo Estadual, no intuito de ser utilizada em campanhas publicitárias contra as drogas.
O ex-craque aponta o “oxi” como a sua principal preocupação, por acreditar que é mais devastadora do que o “crack”.
- Eu me coloco à disposição para que realizemos uma mobilização através dos veículos de comunicação do Estado. Devemos fazer uma campanha voltada principalmente para o público jovem - afirmou Romário.
Estádios para a Copa 2014
O "Baixinho" discutiu ainda sobre a situação dos estádios de futebol brasileiros para a Copa do Mundo de 2014. Cid Gomes garantiu a Romário, que faz parte da comissão da Câmara dos Deputados, em Brasília, que fiscaliza as obras da Copa, que todo o projeto de Fortaleza está sendo realizado dentro do previsto. E que todas respeitarão a questão da acessibilidade.
- Todas as obras respeitam a questão da acessibilidade. Esta é uma preocupação constante - completou Cid.
O deputado federal afirmou ao governador que está contente com o que viu nas obras do Castelão, colocando que a praça é a mais adiantada de todo o país. Cid Gomes aproveitou para reforçar que a reforma tem data prevista para terminar no final de 2012, e também mostrou o projeto do Veículo Leve Sobre Trilhos.
Preocupado com o acesso a pessoas com deficiências ao Estádio, Romário indagou se as obras de modernização estão tomando este cuidado especial e ouviu de Cid que "não só essa obra, mas todas as obras do Governo respeitam a questão da acessibilidade. Esta é uma preocupação constante deste governo nas suas obras".
Eleito com quase 147 mil votos, Romário se engajou, no Congresso Nacional, em projetos de defesa dos direitos das pessoas com deficiência e pelo acompanhamento das obras da Copa do Mundo de 2014.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Em 3 meses, Distrito Federal teve 2,2 mil multas por uso indevido de vagas exclusivas


O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou no primeiro trimestre deste ano 996 autuações por uso ilegal de vagas para pessoas com deficiência e 1.232 por infração à reserva a pessoas idosas. Os dados foram divulgados durante reunião com o Ministério Público do DF.
Segundo o Detran, além da multa de R$ 53,21, o motorista que estaciona ilegalmente em vaga reservada recebe três pontos na carteira e pode ter o veículo guinchado. Durante 2010, o órgão registrou 2.257 ocorrências de estacionamento ilegal em vagas para pessoas com deficiência e 2.676 em vagas reservadas para idosos.
Para obter credencial para pesssoas com deficiência, motoristas devem anexar as cópias do laudo da Junta Médica Especial do Detran e da Carteira Nacional de Habilitação. Já os passageiros precisam anexar laudo ou relatório médico que indique a limitação ou deficiência, com diagnóstico e Classificação Internacional de Doenças (CID). Nos dois casos é preciso submeter-se a avaliação médica.
Para utilizar as vagas reservadas aos idosos, é necessário ter idade igual ou superior a 60 anos e solicitar autorização nos postos de atendimento do Detran. As credenciais devem ser mantidas sobre o painel do carro ou em local visível. Veja mais informações de como adquirir o Cartão Nacional de Estacionamento para Pessoas com Deficiência
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e portadores de deficiência física. O texto tramita apensado ao PL 131/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão.
Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta. A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo.
O relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. “Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito”, disse.
Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto “estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos”. Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-131/2011
PL-460/2011


E na Bahia, mais precisamente em Salvador e região Metropolitana, quando teremos uma fiscalização efetiva?
Estão brincando com nossos DIREITOS!!!


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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Secretaria Municipal de Promoção do Turismo da Prefeitura de Maceió vai promover seminário sobre acessibilidade

A Prefeitura de Maceió vai promover entre os dias 24 e 26 de agosto, por meio da Secretaria Municipal de Promoção do Turismo (Semptur) e com apoio de outros órgãos municipais, o seminário Maceió Acessível. O objetivo é difundir, promover e incentivar o desenvolvimento e a implementação de ambientes adequados a todas as pessoas, principalmente aquelas que têm algum tipo de dificuldade de mobilidade – cadeirantes, adultos com criança de colo, gestantes, portadores de deficiência e pessoas da melhor idade.
O seminário tem como público alvo representantes de instituições e entidades que desenvolvem ou participam de ações para a comunidade, o município e a atividade turística em Maceió. Incluem-se nesse universo gestores, diretores de órgãos públicos e entidades de classe, como Ademi, ABIH, Crea e Sinduscon. Aos participantes será oferecida a Oficina Cidade Acessível, um curso de noções básicas de acessibilidade, com duração de 20 horas.
“Queremos tratar essa questão não apenas pelo viés do turismo, mas como um fator de melhoria da qualidade de vida para toda a população”, ressaltou a secretária Claudia Pessôa. Segundo ela, Maceió será a primeira capital brasileira a realizar um evento desse tipo, e a expectativa é que o seminário tenha um efeito multiplicador e transformador. “A intenção é fazer toda a comunidade conhecer para desenvolver espaços a que todas as pessoas tenham acesso”, complementa a assessora de Projetos Especiais da Semptur, Cláudia Paiva.
No evento serão gerados dois documentos: o termo de adesão do município à Campanha do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conad) o e Termo de Cooperação Técnica entre a Prefeitura e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
A secretária Claudia Pessôa lembra que Maceió oferece bons exemplos relacionados à preocupação com a acessibilidade. É o caso da orla de Pajuçara e Ponta Verde, cuja obra de revitalização obedeceu aos padrões federais nesse quesito. O Aeroporto Zumbi dos Palmares também é modelo para o País. Há ainda o caso das jangadas acessíveis, utilizadas nos passeios às piscinas naturais. Ela também ressaltou o fato de Maceió ser, atualmente, um dos principais destinos turísticos escolhidos por pessoas da melhor idade.



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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Meu filho, meu herói. Experiências emocionantes de paulistanos que são pais de crianças com deficiência.

Por volta das 9 da manhã do dia 29 de novembro de 2004, o desenhista Flavio Soares chegou ao Hospital e Maternidade Modelo Tamandaré, na Liberdade, para aguardar o nascimento de seu primeiro filho, Logan. Cerca de cinco horas depois, viveria um dos momentos mais desesperadores de sua vida ao ser chamado a um canto do corredor por uma pediatra para receber a notícia de que a criança tinha síndrome de Down. “Foi, possivelmente, a única vez em que perdi totalmente o controle do meu corpo, tremi da cabeça aos pés e chorei muito”, lembra.
Àquela altura, não fazia a menor ideia do que era a doença e sentia um medo enorme do futuro. Essa sensação foi esquecida há muito tempo. Hoje, ele mantém um blog com dicas para pais que enfrentam a mesma situação e publica na internet a tira “A Vida com Logan”, retratando passagens do cotidiano com o menino de 6 anos. O trabalho foi recentemente indicado a uma das categorias da edição 2011 do troféu HQMIX, o prêmio mais importante do mercado brasileiro de história em quadrinhos (o resultado sai em setembro). “Chega uma hora em que os problemas ficam em segundo plano e você se concentra nas necessidades da criança e no potencial que ela pode desenvolver”, diz Soares.
Essa é uma história recorrente entre as centenas de homens que têm filhos com deficiência em São Paulo. O drama inicial é substituído, aos poucos, pela constatação de que alguns obstáculos e dificuldades são bem menores do que os pais haviam imaginado a princípio. “Eles percorrem o que chamamos de ‘cinco fases do luto’: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação”, explica a psicóloga Iracema Madaleno, da Associação de Assistência à Criança Deficiente. “O tempo necessário para atingir o fim desse ciclo varia de pessoa para pessoa, mas todos acabam chegando lá.”
São pais que orientam, apoiam e vibram com as conquistas de seus rebentos. Aliás, como qualquer outro pai que comemora seu dia neste domingo (14). “Não vejo meus garotos como deficientes, eles são iguais aos outros, o tratamento é o mesmo”, afirma o vendedor Luis Fernando de Noronha, que cuida de um casal de gêmeos de 7 anos: Juliana, que tem má-formação da coluna, e Fernando, com paralisia cerebral.
Apesar das dificuldades, os pequenos, muitas vezes, acabam se tornando guias de seus tutores. “Ele me transformou em uma pessoa melhor”, garante o empresário Helton Diaquison de Araujo, referindo-se a Arthur, de 4 anos, portador de uma atrofia muscular espinhal. “Já aprendi com ele muito mais do que eu seria capaz de ensinar.”
Em um levantamento de 2008, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida estimou que cerca de 1,1 milhão de paulistanos, ou 10,9% dos habitantes da metrópole, possuem alguma restrição física, motora, intelectual ou sensorial. Em estudo de 2003, o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas concluiu que os casos mais agudos representariam 2,5% da população brasileira. Com base nesse índice, o contingente na capital seria de aproximadamente 280.000 pessoas. Conheça, nas próximas páginas, sete aventuras desses pequenos heróis, narradas por seus fiéis escudeiros.
Veja a reportagem completa acessando o link a seguir. Meu filho, meu herói
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Deficientes visuais iniciam curso para jurado de bateria no Carnaval de São Paulo

No último domingo (07/08) teve início o primeiro curso de formação de jurado de bateria especialmente criado para pessoas com deficiência visual. A capacitação, de três meses, foi idealizada pela União das Escolas de Samba Paulistanas (Uesp) com o objetivo de formar avaliadores que se concentrem exclusivamente no som e ritmo produzido pelas escolas, sem o risco de serem influenciados por atributos visuais, como fantasias ou coreografias.
O treinamento terá três etapas: na primeira, os participantes recebem aulas teóricas de percussão; na segunda, partirão para as aulas práticas; e na terceira, vão aprender técnicas para avaliação que serão usadas durante os desfiles. A iniciativa – uma parceria entre e a Uesp e a São Paulo Turismo (SPTuris) – foi inspirada no projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer”, que levou 45 pessoas com deficiência visual para acompanhar de perto os ensaios, a concentração e os desfiles do Carnaval de 2011.
Neste projeto, durante as 3 noites de desfile das escolas de samba do Carnaval Paulistano, havia um camarote especial no sambódromo, equipado com recursos que permitiram acessibilidade para 25 pessoas com deficiência visual e seus respectivos acompanhantes. E mais: os participantes também visitaram o ensaio de uma escola de samba e a concentração dos carros alegóricos. Veja a matéria completa sobre este projeto realizado ano passado acessando o link Carnaval Acessível de São Paulo 2011: Só não vê quem não quer
“Temos desenvolvido diversos projetos para tornar o Carnaval uma festa ainda mais acessível. Projetos como esse são importantes não só porque agregam ainda mais qualidade ao evento, mas também porque fazemos da nossa cidade mais criativa e mais inclusiva, estimulando as potencialidades de todos”, disse Caio Luiz de Carvalho, presidente da SPTuris.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Projeto propõe filmes no cinema com legendas em Língua Brasileira de Sinais

Pessoas com deficiência visual e auditiva poderão contar com dois recursos importantes para facilitar a compreensão de obras cinematográficas. Está pronto para votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) projeto de lei (PLS 122/11) que torna obrigatória a utilização da legendagem em português ou da Língua Brasileira de Sinais (Libras), nas exibições de filmes nacionais, e da audiodescrição nas projeções de filmes nacionais e estrangeiros.
A proposta é do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e procura disponibilizar esses recursos em, pelo menos, uma sala de cinema nas cidades com população superior a 100 mil habitantes.
Segundo o projeto, a audiodescrição é a narração - em língua portuguesa e integrada ao som original do filme - de elementos sonoros e visuais, além de outras informações que favoreçam a compreensão da produção por espectadores com esses tipos de deficiência. Inclui a narração de cenários, gestos e da caracterização dos personagens, segundo explica o senador.
Ao justificar o projeto, Valadares ressaltou tratar-se de um esforço a mais na busca de inserção de pessoas com deficiência em "todos os espaços de convívio social, de fruição cultural e a todas as atividades da vida cotidiana".
O relator da matéria, senador Anibal Diniz (PT-AC), também viu aí "mais um passo para assegurar a conquista de uma sociedade justa e inclusiva", contribuindo ainda para disseminar o acesso "a uma importante forma de expressão cultural". Depois da CE, o projeto segue para votação, em decisão terminativa. Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

Fonte: Gazeta Web
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Atletismo paraolímpico. Modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil.

Participam atletas com deficiência física e visual, em provas masculinas e femininas, que têm especificidades de acordo com a deficiência dos competidores e se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos.
Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte oficialmente do esporte paraolímpico. As primeiras medalhas do Brasil em Paraolimpíadas na modalidade vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: uma de ouro, três de prata e duas de bronze. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul (1988), mais três de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 1992, os competidores trouxeram três medalhas de ouro e uma de bronze. Em Atlanta (1996), o Brasil conquistou cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney (2000) foram quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Mas foi em Atenas, em 2004, que o atletismo brasileiro mostrou sua força: 16 medalhas no total, sendo cinco de ouro. Em Pequim (2008), foram 14 medalhas, sendo quatro de ouro, três de prata e sete de bronze, com destaque para Lucas Prado que conquistou três medalhas de ouro. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) o Brasil terminou em primeiro lugar geral, com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando 73 medalhas na modalidade.
O atletismo paraolímpico é a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil, com destaque para Ádria Santos, a maior medalhista do Brasil na competição conquistando ao todo 13 medalhas em 6 Paraolimpíadas. Logo aos 14 anos, ela esteve em Seul 1988 e conquistou 2 pratas. Em Barcelona 1992, a brasileira ganhou sua primeira medalha de ouro. Em Atlanta 1996 conquistou 3 pratas, mas foi em Sydney 2000, que Ádria teve a sua melhor participação, com dois ouros e uma prata. Atenas 2004 lhe rendeu 1 medalha de ouro e 2 de prata, e na sequência em Pequim 2008, 1 de bronze.
Atletas com deficiência física e visual, de ambos os sexos, podem praticar a modalidade. As provas são de acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo, sob pena de desclassificação. As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Classificação
Para provas de campo - arremesso, lançamentos e saltos
F – Field (campo)
  • F11 a F13 – deficientes visuais
  • F20 – deficientes mentais
  • F31 a F38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 - ambulantes)
  • F40 - anões
  • F41 a F46 – amputados e Les autres
  • F51 a F58 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)
Para provas de pista - corridas de velocidade e fundo
T – track (pista)
  • T11 a T13 – deficientes visuais
  • T20 – deficientes mentais
  • T31 a T38 – paralisados cerebrais (31 a 34 -cadeirantes e 35 a 38 - ambulantes)
  • T41 a T46 – amputados e les autres
  • T51 a T54 – Competem em cadeiras (seqüelas de Polimielite, lesões medulares e amputações)
OBS: A classificação é a mesma para ambos os sexos. Entretanto, os pesos dos implementos utilizados no arremesso de peso e nos lançamentos de dardo e disco variam de acordo com a classe de cada atleta.
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Fonte: CPB
Divulgado via: Turismo Adaptado
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