terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A Liga mostra as habilidades e dificuldades de pessoas com deficiência em seu cotidiano


A Liga é um programa de televisão brasileiro, criado pela produtora argentina Eyeworks e exibido pela Rede Bandeirantes desde 4 de maio de 2010. Seu formato é baseado no programa argentino La Liga, e conta em seu elenco com Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Sophia Reis.
Para contar uma história sob a perspectiva de quem a vive só há um jeito, ir ao encontro dela. Comum seria não interferir e normal, nada sentir, não vivenciar. Mas não é isso que querem os apresentadores do programa. Eles tocam na realidade, olham de perto. É definido como jornalístico, mas procura mostrar com humor, drama e dose de acidez várias maneiras de se contar ao público uma mesma notícia.
No programa exibido dia 26/04/2011, foi mostrado o cotidiano de pessoas com diferentes tipos de Deficiência. Há um grande número de pessoas com deficiência existentes no Brasil, e por preconceito ou desconhecimento, a deficiência é vista como um impedimento. O desafio dessa matéria é comprovar que mesmo estando em uma cadeira de rodas, é possível viver uma vida como a de todos, só que para isso é necessário superar vários obstáculos com muito sacrifício.
Rafinha Bastos acompanhou Luciano, cadeirante há 15 anos e remador, mostra um pouco da intimidade de sua casa e como faz para sair de sua casa, localizada num lugar bastante inacessível. Além disso, mostrou as dificuldades encontradas para transitar pelas ruas e calçadas.
Débora Vilalba passou pela experiência de ficar 24 horas sem poder enxergar, com o o apoio de Renato, deficiente visual há 14 anos. Seu desafio começou em casa, onde levou 10 minutos até sair do local para ir ao encontro de Renato, e continuou pelas ruas onde teria que andar algumas quadras e também pegar um ônibus até o ponto de encontro. Depois do encontro, e uma volta juntos pelas ruas, experimentando as dificuldades de orelhões e postes pela calçada mas sem sinalização, uma parada no restaurante, que não possuia cardápio em Braille.
 
Altair Gonçalves, mais conhecido por Thaíde, foi conhecer Marcos, jogador da Associação Desportiva para Deficientes, para mostrar os benefícios que o esporte pode trazer para a vida de uma pessoa com deficiência. Conheceu as regras básicas do jogo, sentou em uma cadeira própria para competição, e participou de uma partida.
Sophia Reis foi conhecer Gonçalo, que nasceu com uma deficiência congênita que fez com que perdesse a mobilidade de seus braços e é artista plástico. Gobçalo pinta suas obras segurando o pincel com a boca, e Sophia também foi experimentar utilizar a mesma técnica. Casado e com filhos, mostrou as adaptações que utiliza para realizar tarefas do cotidiano como se barbear, atender o telefone e mandar seus emails com independência. Além disso, também fez um passeio no carro de Gonçalo, adaptado para dirigir com os pés, uma de suas maiores conquistas.
Rafinha também conheceu Mariana e Cláudio que possuem Síndrome de Down, e acompanhou o encontro dos dois em uma balada com outras pessoas que possuem a mesma deficiência. Uma história de amor, pois pessoas com deficiência também tem relacionamentos amorosos.
Thaíde continua sua visita conhecendo Ivan e Luis, deficientes visuais e jogadores de futebol. Novamente conheceu as regras e adaptações para esta modalidade paradesportiva, como guizos sonorizadores no interior da bola, e as chamadas por voz para se situar na quadra.
Débora desta vez foi conhecer Val, deficiente visual e surfista em Santos, no litoral de São Paulo. Experimentou na pele também qual a sensação de surfar sem poder enxergar. Mas para terminar o desafio de ficar 24 horas sem enxergar, Débora ao retornar à sua casa, ainda vendada, teve que preparar sua comida e fazer todos os outros afazeres antes de ir dormir.



Compartilhado por: Rafael Mota

III Fórum Copa Bahia 2014 debate acessibilidade


Quem compareceu sia 12 de dezembro no Gran Hotel Stella Maris, em Salvador, se deparou com um receptivo diferente. Idosos e cadeirantes recepcionaram os participantes do III Fórum Copa Bahia 2014, evento realizado pela Secopa, que teve como foco, o debate sobre a inclusão de pessoas com deficiências no Mundial de 2014. Um protocolo de intenções com o Cedeca e um convênio com o Sebrae-BA foram assinados durante o evento, com intuito de ampliar os legados sociais da Copa na Bahia.
Com uma representatividade expressiva, o evento contou, em sua abertura, com a participação do ex-ministro do Esporte do Reino Unido, Richard Carbon, do Secretário Nacional de Desenvolvimento Turístico do Ministério do Turismo, Fábio Motta, do diretor de relações institucionais do Comitê Organizador da Copa 2014, Fábio Starling, dos Secretários Estaduais da Copa do Mundo, Ney Campello, de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Almiro Sena, da Fazenda, Carlos Martins, do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, do Turismo, Domingos Leonelli, do Superintendente do Sebrae-BA, Edival Passos, entre outras autoridades.
O primeiro painel do dia foi apresentado pelo Secretário Ney Campello e teve foco no balanço e nas perspectivas do Programa Copa 2014 na Bahia. Os participantes tiveram a oportunidade de saber o andamento dos principais projetos que estão sendo realizados para o Mundial de 2014. Durante sua explanação, o Secretário afirmou que “o espaço é uma oportunidade de controle público social daquilo que está em curso na Bahia para a Copa 2014”.
Antes de iniciar o segundo painel, o público foi surpreendido por duas apresentações de pessoas com deficiência: um casal apresentou um número de dança, e em seguida, um cadeirante emocionou o público com uma apresentação que foi aplaudida de pé pelos participantes.
Para debater sobre Acessibilidade na Copa: Superando Barreiras, um time especial foi montado. O Superintendente dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência da SJCDH, Alexandre Baroni, intermediou a discussão sobre a temática que ocorreu entre o músico, compositor e fundador da Banda O Rappa, Marcelo Yuka, a Coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Ensino e Projeto sobre Acessibilidade e Desenho Universal da UFRJ, Regina Cohen, e a Coordenadora-geral de Acessibilidade da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ângela Carneiro da Cunha.
Yuka iniciou sua apresentação destacando a fala do Secretário Ney Campello sobre as duas Copas que acontecerão no país, sendo uma delas a de legados. ”Como o Secretário disse, o mais importante são os legados que ficarão”. A maior parte de sua explanação teve como objetivo a reflexão do público sobre a questão da acessibilidade. Já a Regina Cohen apresentou o projeto de Acessibilidade que foi desenvolvido para a cidade do Rio de janeiro, pensado como um dos legados para as pessoas com deficiência, após os jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
O painel foi finalizado com a fala da Ângela Carneiro Cunha focou sua apresentação no panorama atual da acessibilidade no Brasil.
Pela tarde, os participantes puderam conhecer como Londres se preparou para receber as Olimpíadas do próximo ano. A palestra foi proferida pelo ex-ministro do Esporte do Reino Unido, Richard Carbon, que falou da oportunidade de conhecer Salvador e de sua satisfação com a cidade e o entusiasmo da preparação do Estado para a Copa 2014. “Vocês têm uma das maiores oportunidades de mostrar para o mundo sua cidade”, destacou.
Carbon relatou que durante as visitas que foram feitas nas cidades que já tinham realizado megaeventos esportivos, ele sempre fazia a seguinte pergunta: o que você faria de diferente se fosse realizar o evento novamente? Como resposta encontrava sempre que não existe preparação sem planejamento, orçamento e terra para construir. Em relação aos micro e pequenos negócios, ele conta que há mais de 70 mil negócios registrados para Londres em 2012. Também destacou que toda a experiência está disponível para uso do Brasil.
A discussão sobre a relação com a TV e Imprensa em grandes eventos internacionais também foi realizada no III Fórum. O debate foi intermediado pelo Presidente da Associação Bahiana de Cronistas Desportivas (ABCD), Márcio Martins, e contou com a participação dos jornalistas Jorge Luiz Rodrigues (Colunista do Globo ) e Eric da Máquina do Tempo.



Compartilhado por: Rafael Mota

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Diferença entre Deficiência Mental e Doença Mental


Muita gente confunde deficiência mental e doença mental. Essa confusão é fácil de entender: os nomes são parecidos; as situações envolvidas, para leigos, são também parecidas. Mas são duas coisas bem distintas.
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a deficiência mental é caracterizada por:
Um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos.
Ou seja, a deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
Já a doença mental engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos, neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.
O tratamento das duas condições também é diferente. Uma pessoa com deficiência mental precisa ser estimulada nas áreas em que tem dificuldade. Os principais profissionais envolvidos são educadores especiais, psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Medicamentos são utilizados quando a deficiência mental é associada a doenças como a epilepsia. Alguns dos profissionais citados também participam do tratamento da doença mental, como os psicólogos e terapeutas ocupacionais. Mas, além deles, é imprescindível o acompanhamento de um psiquiatra. Esse médico coordena o tratamento, além de definir a medicação utilizada para controlar os sintomas apresentados pelo paciente.
Em resumo, a principal diferença entre deficiência mental e doença mental é que, na deficiência mental, há uma limitação no desenvolvimento das funções necessárias para compreender e interagia com o meio, enquanto na doença mental, essas funções existem mas ficam comprometidas pelos fenômenos psíquicos aumentados ou anormais.
É importante destacar que as duas podem se apresentar juntas em um paciente. Pessoas com deficiência mental podem ter, associada, doença mental. Sendo assim, o tratamento deve levar em conta as duas situações.
Fonte: Chá com Sig