quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Esta matéria é uma descrição do trabalho pelas palavras da própria autora, Mariana Pedroso.
Para uma jornalista que tem “mar” no nome, escrever um livro-reportagem sobre surf foi uma experiência única. O barulho do mar, o calor da areia, o colorido das pranchas, cruzando a rebentação, compuseram um cenário mais interessante do que qualquer redação de jornal.
Entretanto, apesar da beleza lúdica da praia, foram as histórias, a parte mais empolgante deste trabalho. Afinal de contas, foi a primeira vez que entrevistei pessoas que tinham motivos de sobra para ficar de mal com a vida, mas que preferiram fazer das dificuldades, uma motivação a mais para vencer.
Sempre quis fazer um trabalho de conclusão de curso que mesclasse jornalismo, diversão e responsabilidade social. Por isso, em dezembro de 2010, no final do terceiro ano de faculdade, dediquei várias semanas à busca pelo tema perfeito. Foi uma tarefa difícil porque, quase sempre, os assuntos pelos quais eu me interessava não atendiam os três requisitos básicos da minha proposta: leveza, relevância acadêmica e relevância social.
O resultado disso foram noites em claro e pesadelos terríveis onde, na maioria das vezes, eu era reprovada por não ter escolhido a tempo, um tema para o meu projeto. Mas, numa sexta feira de dezembro, enquanto conversava com meu pai e assistia vídeos no Youtube, me deparei com um vídeo em que vários surfistas com deficiência visual desciam a mesma onda. Essa foi a primeira vez que tive contato com o surf adaptado, uma modalidade, dentro do esporte, desenvolvida para pessoas com deficiência.
Animada, mergulhei fundo na pesquisa. Lembro de ter achado pouquíssimas matérias e artigos sobre o assunto, mas mesmo assim, não desanimei: anotei o nome dos autores, fiz uma busca pelas instituições que atuavam na área e procurei saber quem eram os praticantes do surf adaptado aqui no Brasil. Com a pauta em mãos, fiz aquilo que todo jornalista gosta de fazer: ir à campo, o que no meu caso, foi um pouco diferente.
Em dez meses de muito trabalho, suor, e-mails trocados e idas à praia, entrevistei surfistas adaptados, surfistas do circuito profissional, educadores físicos, psicólogos, shapers, fabricantes de pranchas, jornalistas, cineastas. Foi na areia da praia, com o soluço das ondas de plano de fundo, que conheci bonitas lições de vida, histórias de gente que encontrou no mar, a motivação para seguir em frente.
O resultado disso tudo é um livro de 226 páginas, sobre pessoas como eu e você, que gostam de viver e ir à praia no final de semana. Talvez, a única diferença que exista, é que elas surfam. Todo o resto é apenas detalhe.
Sobre a Autora
Filha de surfista, apaixonada por praia, Mariana Vasconcellos Pedroso tem 22 anos e é jornalista formada pela FAAT Faculdades. Em 2011, idealizou e escreveu o livro Na Onda do Surf Adaptado, e foi uma das 57 selecionadas para o 29º Curso Abril de Jornalismo.
Na internet, administra blogs de assuntos diversos, entre eles, o blog do livro sobre surf adaptado, que segundo estimativas do Google é visitado por pessoas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, México e Canadá.http://surfadaptado.blogspot.com/
Já o perfil no Facebook, também sobre o projeto, totaliza pouco mais de 470 amigos, entre surfistas adaptados, surfistas profissionais, educadores físicos, jornalistas fotógrafos e pessoas que admiram a modalidade. Mais informações pelo emailmarianapedroso.jornalismo@hotmail.com
Para ler o livro, acesse o link a seguir Na Onda do Surf Adaptado
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Roupa biônica. A tecnologia japonesa potencializando forças para dar mobilidade.


Parece filme de ficção científica, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos da tela: uma pessoa franzina veste um traje especial e ganha força descomunal, a ponto de carregar 110 quilos com a leveza de quem segura uma pluma. Parece ficção, mas é real. Com um conjunto de sensores estrategicamente costurados, existe agora uma roupa biônica que promete transformar, por exemplo, idosos e pessoas com deficiência motora em seres humanos que podem viver muito além de seus limites físicos. Os humanos poderão se transformar em super-homens. E essa é uma realidade que já está à venda?, diz o engenheiro japonês Yoshiyuki Sankai, um dos responsáveis por esse traje especial.
O sonho é antigo. Na década de 60 os americanos já testavam os exoesqueletos, também chamados de máquinas de vestir. Chegou a ser desenvolvida uma roupa batizada de Hardiman que prometia aumentar a força dos militares a serviço do Departamento de Defesa dos EUA. O teste deu certo, mas o traje era pesado demais: 680 quilos. Com o passar dos anos, os cientistas descobriram as maravilhas da fibra de carbono e outros materiais que podem ser utilizados na construção de exoesqueletos mais leves e altamente eficazes.
Foi assim que a idéia do engenheiro Sankai saiu do papel e ganhou as vitrines japonesas. O nome de sua invenção é Hybrid Assistant Limb HAL (membro assistente híbrido) e trata-se da primeira roupa robótica que realmente funciona e muito bem. O equipamento pesa 15 quilos e reúne um conjunto de potentes cérebros sensoriais em cada um de seus eixos correspondentes às diversas partes do corpo humano (cotovelos, joelhos e ombros, por exemplo). São esses sensores que analisam e calculam quanto de força o corpo de determinada pessoa pode exercer e quanto lhe é necessário emprestar através do Hal para que ele cumpra funções que naturalmente lhe pareciam impossíveis.
Vamos à alfaiataria, ou seja, à engenharia desse traje. Ao vesti-lo, os sensores ficam sobre a pele, analisando o funcionamento do organismo. Ao tentar pegar um objeto pesado, por exemplo, os músculos do indivíduo emitem uma fraquíssima corrente elétrica que se dissipa através da pele e é então captada por esses sensores que a transmite a um microcomputador localizado à altura da cintura. Ele, por sua vez, converte os sinais em impulsos elétricos que acionam os motores que ficam nas articulações do traje. É isso que proporciona um aumento de força de quem o está utilizando. Logicamente, um produto desse tipo não demorou para ser comprado, patenteado e fabricado.
Hoje, o Hal pertence à Cyberdyne e seu lançamento foi tão comentado em Tóquio que o garoto-propaganda foi o secretário-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Yoshitsugu Harada. O inventor Sankai convidou o secretário a erguer com uma das mãos quantas sacas de arroz conseguisse. Harada não foi capaz de levantar sequer duas ao mesmo tempo, uma vez que cada uma delas pesava mais de dez quilos. Sankai depositou então três sacas no braço de uma pessoa com o mesmo perfil muscular de Harada, mas que estava vestida com a roupa biônica. Trinta quilos pareceram 30 gramas, não se viu derramar uma gota de suor.
O objetivo dos especialistas japoneses não é o de utilizar o equipamento para fins militares, mas sim para auxiliar pessoas com deficiência física e também idosos naturalmente enfraquecidos muscularmente. O Japão é um dos países nos quais a população se torna cada vez mais longeva e tal fenômeno leva à expectativa de que o setor de serviços para a terceira idade viva em breve um grande florescimento. Quanto aos deficientes, sonhos podem se tornar realidade com o Hal.
Quem diz isso é o tetraplégico Seiji Uchida, 43 anos, um dos primeiros a experimentar os benefícios da nova roupa. Uchida realizou recentemente o sonho de chegar ao topo dos Alpes suíços montado nas costas do alpinista Ken Noguchi, 33 anos, que se valeu do Hal para carregar o amigo e fez isso com a mesma facilidade com que costuma levar a sua mochila. Estou tentando criar novas possibilidades para que os incapacitados possam realizar seus sonhos, diz Uchida. A Cyberdyne produz poucas unidades da super-roupa e, pelo menos por enquanto, somente a aluga a US$ 1 mil por mês. Se a demanda for alta, ela será fabricada em escala industrial e chegará ao mercado ao preço de US$ 19 mil.


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Projeto Guias e Monitores do Carnaval apresenta inovações para deficientes em 2012


O Projeto Guias e Monitores do Carnaval é o principal esquema de receptivo dos cerca de 500 mil turistas que chegam a Salvador durante o Carnaval, nos últimos cinco anos. Esse ano, o projeto contará com o reforço da tecnologia e ampliará o atendimento a portadores de deficiência em 2012.
Durante o início do treinamento dos mais de 600 profissionais que atuarão durante o Carnaval, realizado nesta terça-feira (07/02), no Auditório Mãe Menininha do Gantois, no Centro de Convenções, o secretário de Turismo, Domingos Leonelli, apresentou as novidades do projeto. “Este ano teremos um serviço de chat 24 horas para tirar dúvidas dos baianos e turistas que pretendem curtir o Carnaval, como programação e horários de ônibus. Além disso, parte dos guias que estarão nas ruas utilizará um smartphone com acesso à internet para auxiliar no esclarecimento de informações que surgem ao longo do Carnaval”, conta.
O chat funciona interligado ao Disque Bahia Turismo e pode ser acessado no portal www.bahia.com.br. Tanto o atendimento telefônico quanto os esclarecimentos feitos via internet serão realizados em pelo menos seis idiomas (inglês, espanhol, alemão, italiano, francês e português), durante 24 horas, no Carnaval.
Os deficientes auditivos e cadeirantes também contarão com tratamento especial este ano. Um grupo formado por 15 profissionais habilitados na Língua Brasileira de Sinais (Libras) fará o atendimento dos portadores de deficiência auditiva. Um monitor cadeirante também participa do projeto para tirar as dúvidas relacionadas às questões de acessibilidade.
De acordo com Leonelli, este projeto, que foi lançado em 2008, está sendo aprimorado para o atendimento aos turistas durante a Copa do Mundo de 2014. “A cada ano sempre avaliamos o que pode melhorar e, durante o Mundial de Futebol da FIFA, vamos prestar um bom serviço aos visitantes que terão um padrão ainda maior de exigência”, contou.
Confira os locais que contarão com a presença dos Guias e Monitores do Carnaval:
Aeroporto, Rodoviária, Terminal Marítimo São Joaquim (Ferry Boat), Terminal Náutico (Comércio), Circuito Batatinha (Centro Histórico), Circuito Dodô (Barra/Ondina), Circuito Osmar (Campo Grande), Pontos turísticos, além de 20 hotéis que estão sendo definidos pela coordenação do projeto.

Fonte: Mercado e Eventos

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