segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mesatenista com deficiência, Natalia Partyka participa das Olimpíadas e Paraolimpíadas


Nos Jogos Olímpicos, superação é algo que volta e meia aparece nas disputas. Quem esteve assistindo a primeira rodada do tênis de mesa no Complexo Excel, observou claramente o que esta palavra quer dizer.
A partida entre a polonesa Natalia Partyka e a dinamarquesa Mie Skov poderia ser mais um dos Jogos, mas não foi. Sem a mão e parte do braço direito, Natalia chamou a atenção dos espectadores. Principalmente pelo fato dela ter ganho o confronto por 4 a 3 (5/11, 11/3, 12/10, 8/11, 9/11, 11/7 e 11/9).
Medalha de ouro no individual e prata por equipes nas Paraolimpíadas de Atenas 2004, ela mostrou que pode competir de igual para igual com pessoas sem deficiência.
Foi eliminada da disputa individual do tênis de mesa, depois de perder para a holandesa Jie Li por 4 sets a 2 (parciais de 11/13, 6/11, 16/14, 11/7, 12/10 e 11/7), neste domingo, em jogo bastante equilibrado no Complexo Excel.
Mas ainda não encerrou a sua participação nos Jogos de Londres. Ela vai defender a Polônia na disputa por equipes, que começa na próxima sexta-feira. A estreia será contra Cingapura.
Esta é a segunda vez que Partyka, de 23 anos, disputa os Jogos. Em Pequim 2008, ela participou das Olimpíadas e das Paraolimpíadas - nestas, conquistou a medalha de ouro.

Fonte: Fox Sports

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Audiência pública debate acessibilidade em pontos turísticos de salvador


A acessibilidade urbanística, arquitetônica e de serviços, principalmente nas áreas turísticas da cidade, foi discutida no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador. O evento contou com a participação de representantes de entidades civis e de órgãos públicos, que falaram sobre as necessidades das pessoas com deficiência, além das ações e projetos para melhorar a acessibilidade dos moradores e turistas que visitarão a capital baiana, com destaque para o período da Copa do Mundo de 2014.
Durante a audiência, os legados que vão ser deixados depois da Copa, em especial no que diz respeito à acessibilidade, foram tratados pelas autoridades que enfatizaram também a importância da melhoria da infraestrutura da cidade, a exemplo de portos, aeroportos e rodoviárias e da prestação de serviços.
Esperamos que esse seja um dos maiores legados da Copa, acessibilidade urbanística, arquitetônica e de comunicação, dentre outras melhorias, comentou a diretora de Acessibilidade e Políticas Públicas da Secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Marília Cavalcante.
As ações implementadas na melhoria dos pontos turísticos de Salvador e dos principais destinos baianos, e a qualificação do receptivo foram expostas por Cássia Magalhães, superintendente de Serviços Turísticos da Secretaria de Turismo do Estado (Setur). Estamos trabalhando a acessibilidade em todas as nossas obras e em nossas capacitações, a exemplo da obra em São Joaquim, afirmou Magalhães.
Guias e Monitores Outro projeto que vem ganhando bastante destaque é o dos Guias e Monitores do Carnaval, que atuam no receptivo turístico em aeroportos, portos, rodoviária, ferry-boat e no circuito da folia. No Carnaval 2012, 15 profissionais realizaram atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e um cadeirante atendeu a baianos e turistas para falar da acessibilidade nos circuitos da festa e na cidade como um todo.
A audiência pública contou também com a participação de representantes da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (Secopa), Ministério Público, Câmara Municipal e da militante de pessoas com deficiência, Mariza Melo.
Fonte: jogos toso

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A comunicação de surdocegos através do método Tadoma


A surdocegueira é a perda total ou parcial de audição e visão, simultaneamente. Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento.
E como se comunica uma pessoa com surdocegueira? O tato desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos. Os surdo-cegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas. A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos portadores de deficiência auditiva, pode ser adaptada aos surdo-cegos utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, o portador de surdo-cegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito, esse método de comunicação é chamado de tadoma.
Também é possível para o surdo-cego escrever na mão de seu intérprete utilizando um alfabeto manual ou redigir suas mensagens em sistema braille, língua formada de pontos em relevo criada para a comunicação dos portadores de deficiência visual. Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.
Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente as duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande SISTEMA PICTOGRÁFICO.
Os símbolos de comunicação pictóricas – Picture Communication Symbols (PCS) fazem parte de um Sistema de Comunicação Aumentativa (CAA) que refere-se ao recurso, estratégias e técnicas que complementam modos de comunicação existentes ou substituem as habilidades de comunicação existentes. Em síntese, o sistema pictográfico consiste-se de símbolos, figuras, etc, que significam ações, objetos, atividades que entre outras características podem servir como símbolos comunicativos, tanto receptivamente quanto expressivamente.
Especificamente, o Tadoma é um método de comunicação em que a pessoa surdo-cega coloca o polegar na boca do falante e os dedos ao longo do queixo. O meio de três dedos, muitas vezes caem ao longo bochechas do falante com o dedo mindinho pegar as vibrações da garganta do falante. É às vezes referido como “leitura labial tátil, como a pessoa surdo-cega se sente o movimento dos lábios, bem como as vibrações das cordas vocais, soprando das bochechas e do ar quente produzido por sons nasais, como ‘N’ e ‘M’.
Em alguns casos, principalmente se o falante sabe linguagem gestual, o surdo-cego pode usar o método Tadoma com uma mão, sentindo-se face do falante, e ao mesmo tempo, o surdo-cego pode usar sua outra mão para sentir o Falante assinar as mesmas palavras. Desta forma, os dois métodos se reforçam mutuamente, dando a pessoa surdo-cega uma melhor chance de entender o que o orador está tentando se comunicar. Além disso, o método pode fornecer Tadoma o surdo-cego com uma conexão mais estreita com o discurso de que eles poderiam ter tido. Isto pode, por sua vez, ajudá-los a manter as habilidades de fala que eles desenvolveram antes de ir para surdos, e em casos especiais, para aprender a falar palavras novinho em folha.
O método foi inventado por Tadoma professora americana Sophie Alcorn e desenvolvido na Escola Perkins para Cegos. É um método difícil de aprender e usar, e é raramente utilizado hoje em dia. No entanto, um pequeno número de pessoas surdas usam com sucesso Tadoma na comunicação cotidiana.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Escola é condenada por conduta discriminatória na recusa de matrícula



O TJ manteve a sentença que condenou a escola a indenizar moralmente em R$ 15 mil reais por ter rejeitar a matrícula de um aluno portador síndrome de Asperger




A 1ª Turma Cível do TJDFT negou provimento à apelação interposta em face de sentença que condenou estabelecimento de ensino a indenizar aluno por conduta discriminatória. Com isso, restou mantida decisão da 17ª Vara Cível de Brasília, que obrigou a escola a indenizar o aluno em 15 mil reais. Não cabe mais recurso no TJDFT.


Os pais do menor alegam que a instituição de ensino teria recusado a matrícula do filho, pois seria possível portador da síndrome de Asperger. A escola afirma que o presente caso decorreu de uma reação exagerada dos pais às sugestões e recomendações dadas pelos educadores. Defende a inocorrência de qualquer ato discriminatório e sustenta a legitimidade da prévia avaliação realizada nos alunos que pretendem ingressar na instituição.


Para o juiz monocrático, "Está incontroverso nos autos que a ré recusou a matrícula do autor sob o argumento de que ele não teria condições de acompanhar a turma, mesmo com aulas de reforço". Segundo ele, depoimento de testemunhas ouvidas em Juízo reforçam a tese de discriminação narrada na petição inicial.


Também para o desembargador relator, já em sede recursal, não houve demonstração efetiva de mau desempenho da criança na avaliação objetiva, sendo que a negativa de matrícula sem fundamento configurou conduta discriminatória.


Para o julgador, não houve legítimo exercício de seleção - conforme sustentado pela escola -, uma vez que os depoimentos de seus funcionários comprovaram que a avaliação destinava-se tão somente a identificar o nível do aluno para bem adequá-lo ao colégio, não havendo a possibilidade de recusa da matrícula em decorrência do resultado negativo na avaliação de ingresso.


O magistrado anota que: "Da análise da situação descrita, não há como descartar a intensa angústia e constrangimento injustamente suportados pelo demandante, passível de caracterizar o dano moral, pois, como cediço, constitui-se em dano moral aquele que fere o íntimo de uma pessoa atingindo-lhe o sentimento, o decoro, a honra, resumindo-se, a dor psicológica sentida pelo indivíduo".


Assim, evidenciada a conduta preconceituosa do estabelecimento de ensino, o Colegiado negou provimento ao recurso e manteve incólume a sentença que arbitrou em 15 mil reais o valor da indenização a ser paga ao menor, a título de danos morais.


A decisão foi unânime.

Processo nº 2008.0111595433 APC




Palavras-chave | conduta discriminatória; matrícula; recusa; instituição de ensino; educação; indenização; danos morais

Fonte |  TJDFT  - Quarta Feira, 11 de Julho de 2012

Jovem com síndrome de Down rege orquestra sinfônica juvenil na Venezuela


O jovem venezuelano José Omar Dávila, que tem síndrome de Down, regeu a Orquestra Sinfônica Infantil Núcleo La Rinconada, que faz parte do premiado Sistema Nacional de Orquestras, em um concerto intitulado “Homenagem aos jovens em batalha”.
“É fácil reger esta orquestra, me sinto feliz, com energia, potencial. A música é para o espírito”, disse Dávila à emissora estatal “Venezolana de Televisión” (“VTV”). Dávila pediu aplausos para as crianças e adolescentes que formam a orquestra após dirigir “Aleluia”, de Haendel.
A mãe do diretor, Teresa de Dávila, disse que seu filho, que hoje tem 26 anos de idade, foi educado “com muito apoio moral e espiritual”. Tresa assinalou ainda que “o amor é a nota mágica para descobrir o potencial que têm estas crianças especiais”.
O jovem maestro iniciou sua carreira musical quando tinha quatro anos na cidade andina de Mérida, onde ingressou no Programa Educativo Experimental para crianças com necessidades especiais e de desenvolvimento normal pertencente à Associação Merideña de Pais e Amigos de Crianças Excepcionais.
Dávila participou como diretor da inauguração do Meeting International Special Olympics Figueres 2010, realizado na Espanha, e é o único regente com síndrome de Down na Venezuela, de acordo com a instituição cultural da petrolífera PDVSA, que cedeu seu Centro de Arte La Estancia para o concerto desta sexta-feira.
Dávila foi reconhecido também com a Ordem José Félix Ribas em sua Segunda Classe pelo Conselho Legislativo do estado de Mérida por sua participação no Special Olympic Meeting International e com o prêmio Raymond Turpin à trajetória.
Fonte: UOL

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Disfisen. A arte marcial de auto defesa desenvolvida para pessoas com deficiência.


Quando falaram a Patrick em praticar artes marciais mesmo sendo cego, ele pensou que era uma piada. “Eu nunca pensei que eu ia ficar cego, sem falar que havia uma técnica que poderia praticar”, diz ele. Acostumado a desfrutar de todos os sentidos, não foi fácil se adaptar a uma deficiência. “Eu me tranquei em casa. Eu não podia sair para tomar um café”, explica ele. Até um mês atrás, quando ele ouviu pela primeira vez o método Disfisen, o primeiro sistema de defesa pessoal destinado a pessoas com deficiência física ou sensorial.
Foi sua mãe que o encorajou a testar o sistema com a intenção de que Patrick, que ficou cego por quase dois anos, deixasse sua reclusão. Intimidados por seu novo status, se refugiou na casa de seus pais, o único lugar onde se sentia seguro. “Passava o dia em casa. Eu não tinha vontade de fazer nada”, confessa. Felizmente, Patrick sempre gostou de artes marciais e decidiu seguir o conselho de sua mãe.
Disfisen é um sistema de defesa pessoal totalmente adaptado a pessoas com deficiências físicas e sensoriais. Ele foi criado e patenteado pelo Pedro Vera, instrutor de artes marciais e sexto Dan na disciplina Yawara-Jitsu. O desenvolvimento do sistema foi proposto há três anos, ao ver a carência que havia neste campo, e tomou um novo impulso depois que o mesmo sofreu logo depois uma paralisia em metade do corpo por uma trombose. “A disciplina tradicional de auto-defesa não serve as pessoas com deficiência”, explica ele, “mas que se adapta às características de cada um e permite-lhes melhorar o que tem”, diz Pedro.
O método desenvolvido por Vera parte do estudo de várias artes marciais, especialmente o Yawara-Jitsu, o qual é um instrutor internacional. O sistema é flexível, pois ele é projetado para atender às necessidades específicas de pessoas com diferentes deficiências. “Ele se adapta a cada um. Se a pessoa é cega, estimula tato e audição, se deficiente físico, o tronco e braços”, explica ele ao fazer demonstrações sobre um tatami.
“Queremos que seja eficaz. A uma pessoa com deficiência não serve somente aplicar um golpe forte, porque ele não pode escapar. O que se busca é a imobilização, e não é preciso muita força nem todos os sentidos”, diz Pedro. Patricio confirma essa avaliação. “Não vejo dificuldades poder reagir em caso de ter um contratempo. Sou cego, mas eu sou capaz de me defender”, diz ele, confiante.
Talvez essa seja uma das principais vantagens de praticar esta disciplina: a segurança que ela proporciona. Além de ser uma ferramenta útil para restaurar e melhorar as habilidades físicas e cognitivas (equilíbrio, reflexos, agilidade, velocidade de reação, etc), a técnica tem como efeito colateral melhorar a psicologia das pessoas que a praticam. “Eu me sinto muito mais seguro. Eu melhorei na orientação, antes ne perdia. Também na audição e olfato. Inclusive ando melhor “, diz Patricio.
Para Pedro Vera o desenvolvimento desta parte é inevitável e tão importante quanto melhorar o nível físico. “Os benefícios são muitos”, diz ele. Ele mesmo é um exemplo disso, já que experimentou em seu próprio corpo os efeitos. “Eu tenho uma deficiência, mas a prática tem me ajudado muito, tanto física como emocionalmente”, assegura. Agora seu objetivo é que os outros possam experimentar os seus benefícios.
Fonte: laverdad.es