quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Instituto japonês cria cadeira de rodas capaz de passar obstáculos



Máquina é capaz de, por exemplo, subir alguns degraus. Equipa de desenvolvimento está a preparar um novo e melhorado protótipo. Testes com pessoas com dificuldades motoras vão começar em breve.Uma equipa do Instituto Tecnológico de Chiba, no Japão, acaba de apresentar aquele que é o primeiro protótipo de um cadeira de rodas, que se pode vir a tornar revolucionária para quem tem deficiência motora.

Para já sem qualquer nome, esta cadeira tem quatro rodas motrizes, e um conjunto de eixos que permite que a mesma faça movimentos idênticos às pernas de um humano. Quanto ao utilizador, apenas terá de controlar tudo a partir de um comando bastante fácil de manusear.

No exemplo já disponibilizado pelos investigadores japoneses, pode ver-se a cadeira de rodas a passar obstáculos como degraus.

Segundo a equipa de desenvolvimento, o acento do utilizador move-se em dois eixos para assegurar toda a sua segurança, ou seja, à medida que a cadeira vai ultrapassando o obstáculo, a pessoa mantém-se sentada na mesma posição. Esta invenção é ainda capaz de fornecer dados importantes ao utilizador, como a distância de onde se encontra até determinada zona que queira passar.

Para já, não passa de um protótipo mas os investigadores japoneses esperam que no futuro o aparelho possa ser comercializado no mercado da saúde. Entretanto, está já em desenvolvimento uma evolução da cadeira, mais melhorada e ainda mais segura.

Brevemente, os responsáveis do Instituto Tecnológico de Chiba vão iniciar os testes com pessoas afetadas por deficiências motoras.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Hotéis são autuados por falta de acessibilidade em Salvador

by Ricardo Shimosakai

Três hotéis de Salvador foram autuados por não garantirem acessibilidade aos consumidores, durante operação de fiscalização conjunta realizada pelo Procon-BA e pela Superintendência dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SUDEF), órgãos da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.
Falta de área de transferência nas vagas destinadas às pessoas com deficiência, rampas com tamanhos adequados, e de piso tátil. O balanço a operação foi divulgada no dia 21/9.
Os estabelecimentos autuados foram o Bahia Stella Hotel, Hotel Pestana e San Marco Hotel. Todos eles já tinham sido alvos de ações educativas dos órgãos, mas continuaram infringindo normas específicas, a exemplo do Decreto 5.296 de 2004, que estabelece critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Segundo a superintendente do Procon-BA, Gracieli Leal, os estabelecimentos autuados responderão a processo administrativo no Procon.
Irregularidades
No caso do Bahia Stella Hotel, os fiscais do Procon e profissionais da SUDEF, identificaram a reincidência de irregularidades: ausência de sinalização tátil em todo o hotel; falta de banheiro acessível no andar térreo e espaço insuficiente para circulação de cadeirantes nos apartamentos.
Problemas parecidos também foram encontrados no Hotel Pestana: obstáculos que impedem a circulação de cadeirantes e elevadores sem sinalização sonora. Já no San Marco Hotel, foram identificadas irregularidades como falta de cardápio em braille no restaurante e ausência de apartamentos adaptados para pessoas com deficiência.
Os demais hotéis vistoriados – Ibis, Mercure e Tulip Inn – receberam documento de constatação, com prazo de 180 dias para adequações na estrutura. Estes estabelecimentos não foram autuados, por causa de um plano de reforma, cujas etapas já estavam sendo feitas durante a operação.
Fonte: Tribuna da Bahia 
Compartilhado por: Rafael Mota

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Slackline para todos. Como estar na corda bamba sem perder a esportiva.

by Ricardo Shimosakai

O slackline virou febre e invadiu as praias de todo país. O esporte, que geralmente é praticado ao ar livre, trabalha o equilíbrio e a coordenação motora dos adeptos. A graça da prática é tentar se equilibrar em uma fita esticada entre dois pontos fixos. De acordo com o diretor da Slack Brasil, Diogo Barboza, a atividade exige uma boa dose de coragem e ajuda a harmonizar corpo e mente.
"O equilíbrio é a chave do slack. Para deixar o corpo centrado e se manter em pé na fita é preciso concentração para deixar os pensamentos livres dos problemas. Com isso, o esporte contribui para diminuir o estresse, além de trabalhar a parte psicomotora e muscular, exigindo esforços principalmente no abdome, pernas e braços", explica.
Também conhecido como corda bamba, o slackline geralmente é praticado durante 2h diárias e pode ajudar a queimar calorias e, consequentemente, a eliminar os quilos extras. Os benefícios são tantos que muitos fisioterapeutas já indicam o esporte como forma de fortalecer a musculatura e evitar lesões. "Os praticantes suam muito para manter o equilíbrio. Aos adeptos de níveis mais avançados, é possível praticar saltos e giros na fita, que funcionam como atividade aeróbica. É uma ótima maneira de cultivar a boa forma", ensina o especialista.
As fitas usadas na prática do slack são feitas de nylon, com cerca de 1 cm de largura e esticadas de 7 m a 12 m de distância. Geralmente o material fica entre 30 cm a 1 m do solo. "Geralmente deixamos a fita na altura do joelho ou da cintura, para facilitar a subida no slack, sem precisar de apoio. A atividade costuma ser praticada ao ar livre por que oferece maior quantidade de pontos fixos para prender as fitas, como árvores e postes", esclarece Diogo.
Slackline para todos
Segundo o especialista, o esporte não apresenta contraindicação e inclusive é praticado por deficientes visuais e portadores de síndrome de down, por exemplo. A ideia é que essas pessoas percam o medo e ganhem mais confiança, além de desenvolver a musculatura e ganhar força física. No caso das crianças, é interessante que elas tenham o acompanhamento de um adulto na hora de praticar.
Apesar do slackline ter ganho notoriedade nas areias brasileiras, o esporte possui mais cinco modalidades:
Trickline: os adeptos utilizam posições mais estáticas em cima da fita, não há saltos acrobáticos.
Jumpline: a fita usada nesta modalidade possui 3 cm de largura e é bastante elástica. A ideia é que o praticante seja impulsionado para o alto, facilitando a realização de saltos e giros. Como permite uma série de movimentos, o jumpline é o mais indicado para queimar calorias.
Waterline: esta modalidade é praticada com uma fita em cima de um ambiente com água, como mar ou piscina. É uma forma divertida e segura de treinar as manobras mais ousadas do jumpline. "Quando a acrobacia sai errada, a pessoa cai na água e não se machuca", explica o especialista.
Longline: essa modalidade é parecida com o slackline, só que é praticada com uma fita maior, com cerca de 20 m de distância. Nesta prática, além de trabalhar a musculatura do abdome, pernas e braços, os adeptos também desenvolvem força nas costas ao se equilibrarem.
Highline: considerada a modalidade mais difícil e radical, é praticada acima de 5m de altura. Os adeptos mais radicais já andaram a 147 m de altura. Vale lembrar que nesta técnica os praticantes utilizam equipamento de segurança. "As pessoas são presas a uma corda de segurança, caso percam o equilíbrio na fita, que em geral é mais larga e suporta um peso maior", alerta.
Um pouco de história
O esporte chegou no Brasil em 1995, por meio de escaladores estrangeiros. No entanto, somente entre os anos de 2003 e 2004 a prática começou a ganhar adeptos no país, depois que um praticante fez o primeiro Highline na Pedra da Gávea, no Rio de janeiro. Esta cidade é, inclusive, a mais popular na prática do esporte, pela fácil oferta de espaços ao ar livre. Além do RJ, a atividade também pode ser encontrada em Brasília, Minas Gerais, Salvador, Fortaleza e São Paulo. "Apesar do grande número de adeptos nesses grandes centros, já é possível encontrar o esporte em quase todos os estados do país", comemora o especialista.
Fonte: Personare 
Compartilhado por: Rafael Mota

MAM Bahia terá visitas guiadas com audiodescrição para deficientes


Pela primeira vez, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) vai utilizar o recurso de audiodescrição (AD) nas visitas guiadas, para ampliar o acesso de deficientes visuais e intelectuais e o entendimento das obras da exposição 'Jorge Amado e Universal' - fotografias, folhetos de cordel, livros e objetos que contam a história do escritor baiano. As visitas, gratuitas, com grupos de até 15 pessoas, acontecerão de 1º a 14 de outubro, às terças, quintas e sábados, das 16 às 18h.
A audiodescrição é realizada por profissionais especializados do grupo de pesquisa Tradução, Mídia e Audiodescrição (Tramad), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), coordenada por Eliana Franco, professora do Instituto de Letras da instituição e especialista em Tradução Audiovisual. Uma das entidades confirmadas para as visitas é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), de Santo Amaro, no dia 9.
A AD é feita em etapas e pode ser pré-gravada ou ao vivo. "Partimos da ideia de descrever o que se vê. Isso significa que se deve evitar informação desnecessária ou interpretação do conteúdo para o entendimento do público", explica Eliana. No caso do MAM-BA, a audiodescrição será ao vivo.
A audiodescrição proporciona às pessoas com diversos graus de deficiência visual o acesso a filmes, peças de teatro, espetáculos de dança, exposições e outros eventos que têm a imagem como base de interpretação e compreensão. "Eu me afastei muito do cinema quando perdi minha visão por completo, justamente pelo vazio que sentia. Com a possibilidade do recurso da audiodescrição, pessoas como eu poderão voltar a frequentar as salas de cinema", afirma o diretor da Ong Arcca - Acesso e Reinteração à Comunicação, Cultura e Arte, Ednílson Sacramento.
Fonte: iBahia 
Compartilhado por: Rafael Mota