
Lucilia Maria Moreira Machado, jornalista que faz parte da equipe Sensibiliza UFF, do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAIS) da Universidade Federal Fluminense, enviou este texto colocando as dificuldades enfrentadas num vôo pela companhia aérea GOL. A viagem foi no dia 15 de julho, vôo de número 1575, de Belo Horizonte partindo do Aeroporto de Confins às 14h25min para o Aeroporto Santos Dumont com chegada prevista para 15h24min.
A passagem foi comprada na véspera, dia 14/07, com o destaque de "prioridade", o que na linguagem das companhias aéreas significa uma pessoa com deficiência, idosa ou criança, cujo assento tem que ser na primeira fileira, pois como no meu caso, a cadeira não passa no corredor da aeronave. Cheguei em confins às 13h15, o aeroporto estava um caos, com filas imensas, passageiros exaltados e funcionários atônitos.
Consegui chegar ao balcão da gol às 13:30 e ser atendida às 13:45. O atendente não sabia da "prioridade", me mandou seguir sozinha, sem nenhum funcionário da empresa para o embarque no segundo andar. Eu e minha acompanhante nos "enfiamos" no meio da multidão, em busca do elevador. Depois de nova maratona, cheguei ao embarque e ainda tive que ouvir a célebre frase "embarcando uma cadeira de rodas", como se eu não tivesse um nome próprio. Fui levada "tubo abaixo" até a entrada da aeronave. Não tinha lugar reservado, e uma passageira idosa e uma criança tiveram que trocar de poltrona, para que eu e minha acompanhante sentássemos na primeira fileira.
Continuando a novela, quando aterrissamos na cidade maravilhosa, após esperar serenamente todos os passageiros desembarcarem, fui surpreendida com a notícia de que eu teria que descer da aeronave pela escada, "sentadinha na minha cadeira, amedrontada", no "muque" dos funcionários da gol.
E apesar do meu protesto. Ainda tive que ouvir a simpática comissária da gol, perguntar se eu não confiava neles. Eu disse, lógico que não!!! Desci indignada. A minha acompanhante aproveitou e tirou uma foto. Um funcionário da gol me disse baixinho "o Herbert Vianna sempre reclama" ...e eu tb vou colocar a boca no trombone toda vez que me sentir lesada!
Fonte: Turismo Adaptado
Compartilhado por: Rafael Mota
não achei nada de mais, eu já trabalhei anos em guarulhos fazendo embarque de prioridades, como você estava acompanhada não precisava de auxilio para chegar na sala de embarque o seu acompanhante é o seu auxiliador, isso não só na Gol mas em qualquer cia área do mundo inteiro, no caso de ser levada "tubo a baixo" não entendi, quanto a o desembarque em posição que não tem finger ele pode ser feito manualmente sim, como foi no seu caso, feito por dois funcionários ou por uma cadeira robótica ou um elevador de plataforma móvel, as três formas são seguras e são usadas no mundo todo. sobre o comentário do Hebert Viana é verdade, ele não gosta que toque nele, reclama de todos os pousos e todas decolagens,todos que trabalham na aviação sabem disso. não sei em qual ponto você foi lesada, ja´que embarcou e desembarcou com segurança.
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